Review – Resident Evil 7 (Text-Only)

Resident Evil ou Biohazard é uma das séries mais tradicionais dos mundo dos jogos, e um dos primeiros a alavancar o tema terror/suspense. Esse veterano do mundo dos jogos chega ao número sete. RE 7 tenta retornar as raízes que o tornaram um jogo popular entre as pessoas quando foi lançado. Um jogo com uma história simples e completa, cheia de puzzles e com alguns monstros. Ele foi bem sucedido ao completar as caixinhas com o que o primeiro jogo da franquia teve, mas falhou (na minha opinião) na execução do mesmo. Minha nota é 07/10.

Comentários Gerais:
O jogo assim como o primeiro resident evil se passa dentro de uma propriedade, onde parece que o mundo externo foi isolado e não irá intervir no que ocorre lá dentro. Entretanto, ao jogar o jogo me pareceu que ele inteiro tenta continuamente ser um jogo amigável para pessoas que nunca jogaram esse genero, o que faz com que muitos desafios que o primeiro jogo deve sumirem.
Um exemplo disso é a questão do onde ir e porque ir? No primeiro jogo da série, o jogador não tinha menor noção do que estava ocorrendo, só tentava sair desesperadamente da mansão. Nesse, o objetivo do jogo muda de tempos em tempo, e a reação do personagem é tão “normal” que faz se perguntar se Ethan não é alguma espécie de agente da Umbrela.
Mesmo se eu desconsiderar a questão da comparação, o jogo em si é fraco. Os puzzle são simples, os inimigos são facilmente derrotados (não é muito dificil entender o padrão deles), as missões relativamente lineares e ele é curto.

Gráficos:
Relativo ao gráfico do jogo, eles são claramente 1080p e rodam tranquilamente em 30FPS. Existem poucas quebra de frame ou pixel invasion, a textura é bem feita. A água possuí um efeito bom, mas peca no realismo. O jogo para tentar esconder a aparência do personagem principal, não há espelhos e a água parece não refletir a imagem do personagem o que dá um sensação estranha.
Relativo a parte nojenta… falta “realismo” não houve nada no jogo que eu pensei… nossa cara podia ter dormido sem essa.

Ambientação/Soundtrack:
Muito bem executada, não há muitas músicas nesse jogo. Entretanto, as background music são muito boa, por mais que acredito que poderia em alguns pontos ter ocorrido mais vozes, barulhos e músicas especificas para dar uma ambientalização mais sombria.

Jogabilidade:
Caso você vá jogar no controle, meus pesâmes… a mira é consideravelmente ruim o que vai fazer você gastar balas de forma desnecessaria em vários pontos do jogo por motivo nenhum (shotgun é sua amiga). Os controles relativos a movimento me pareceram ok, entretanto o sistema de interação com objetos e portas é estranho. Muitas vezes você abre uma porta, e ela abre e fecha logo em seguida.
O sistema de “mala” está bem semelhante ao primeiro jogo, não há espaço para tudo você tem que escolher o que vai carregar, mas o jogo te deixa expandir esse inventário com alguns itens no jogo.
Existem poucas armas no jogo, mas como a utilização delas é reduzida em alguns poucos monstros que você vai ter que realmente matar para sair vivo, então não vai sentir falta delas. (Atirar nas pernas é ineficiente, siga a regra do headshot)

História:
História simples que não explica muita coisa sobre o que está ocorrendo. Mesmo se você ler todos os textos in-game, você vai ter só um breve conhecimento do que realmente está ocorrendo ali, e bom para quem está acostumado com o jogos desse tipo, quem é o “chefe” final me parece bem obvio.

Considerações finais:
O jogo é bem mediano, mas tem seus altos e baixos com alguns jump-scare. Claramente, ele parece um jogo demo onde outras coisas vão ser adicionadas para dar mais corpo ao jogo (tanto que temos um season-pass com mais 3 DLC). Para quem gosta de jogos como Amnesia e os antigos RE, talvez seja uma boa esperar para comprar e ver o que vem pela frente.

Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Your email address will not be published.